Com a troca de tampinhas por canetas escola de Vera Cruz promove imersão prática de alunos na economia circular
O Colégio Municipal Telma Régis de Andrade, em Vera Cruz, na Ilha de Itaparica, deu início, neste mês das crianças, ao Projeto Pen Tamp, iniciativa da escola em parceria com o Village Itaparica que incentiva os estudantes a coletarem tampinhas plásticas e lacres de metal para aprender, na prática, como funciona a reciclagem e a economia circular. A cada 30 tampinhas e/ou lacres metálicos entregues, o estudante recebe uma caneta. A ação terá duração prevista de um ano e integra as iniciativas de educação socioambiental e economia circular desenvolvidas pela empresa em parceria com a comunidade escolar.
De acordo com a professora Andreza Fontes, do Colégio Municipal Telma Régis de Andrade, o objetivo é fazer com que os alunos compreendam que a separação correta dos resíduos é apenas o início de um processo que pode gerar novos produtos e também contribuir para a geração de renda. “A proposta é que os estudantes participem ativamente da coleta e da separação das tampinhas e, ao longo do projeto, possam acompanhar o destino que será dado ao material. É uma forma prática de trabalhar educação ambiental e mostrar que pequenas atitudes podem fazer parte de um processo maior de transformação”, explica.
Podem ser coletadas tampinhas de refrigerante, leite e sabão líquido, além de lacres de metal, que precisam estar limpos, secos e inteiros. As tampinhas serão encaminhadas para a Oficina de Transformação de Plástico do Village Itaparica, onde, em média, 450 quilos de plástico são transformados por mês e utilizados como matéria-prima na fabricação de mesas, carteiras, poltronas e outros tipos de móveis. Já os lacres serão doados aos catadores de recicláveis parceiros do empreendimento, ampliando o aproveitamento dos materiais arrecadados pelos estudantes.
A gerente de ASG do Village Itaparica, Adriana Muniz, avalia a importância da iniciativa para os estudantes. “O projeto mostra aos estudantes que o plástico não precisa terminar no descarte. As tampinhas coletadas passam a ser matéria-prima para um novo produto. A caneta é um incentivo à participação, mas o principal objetivo é estimular uma nova percepção sobre os resíduos e seu potencial de reaproveitamento”, afirma.
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